Postada em: 14/01/2017

Bahia em alerta contra a dengue

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A chegada do verão e com eles chuvas repentinas como as que ocorreram na última segunda-feira, acenderam de vez a luz vermelha na Secretaria Estadual da Saúde (Sesab). Até o último dia 18 de dezembro, conforme os números divulgados, tinham sido notificados 64.478 casos suspeitos de Zika, 23.400 casos suspeitos de Chikungunya e 51.816 casos de dengue, totalizando 139.694 pessoas contaminadas pela picada do mosquito Aedes Aegypts, agente transmissor das três doenças.

A esses números se somam outros 366 casos de microcefalia, com 10 óbitos contabilizados de outubro até agora. Os casos registrados pela Sesab mostraram recém-nascidos com perímetro cefálico menor ou igual a 32 centímetros,registrados em 71 municípios, sendo Salvador o que apresentou o maior número, com 214 casos. Do total de casos notificados de microcefalia, 103 mães tiveram a doença durante o período da gestação.

Dentre os casos de microcefalia, foram notificados dez óbitos nos municípios de Salvador (2), Itapetinga (1), Olindina (1), Tanhaçu (1), Camaçari (1) e Itabuna (1), Campo Formoso (1), Alagoinhas (1) e Crisópolis (1). Diversas ações de pesquisa e desenvolvimento tecnológico estão em curso pelo Governo do Estado para combater o Aedes aegypti. Dentre elas, destaca-se o  teste rápido para dengue e chikungunya, o caça mosquito, mosquito transgênico e repelente com nanotecnologia.

Na Bahia, a maior epidemia de dengue ocorreu em 2009, quando foram registradas mais de 123 mil ocorrências em todo o Estado. Embora o número de casos tenha reduzido nos anos seguintes em relação a 2009, desde então tem-se registrado mais de 50 mil casos de dengue a cada ano, confirmando  que atualmente a doença é um dos principais problemas de saúde pública do Estado. No que diz respeito à Febre Chikungunya, foram notificados 2.459 casos em 2014 e  23.400 casos em 239 municípios no ano passado. Em relação à Zika, em 2015, foram notificados 64.478 casos em 296 municípios do Estado.

Alerta permanente
Para o secretário estadual da Saúde, Fábio Vilas -Boas, a mobilização deve ser em todo o estado. Para tanto, desde meados do ano passado que todos os secretários municipais de saúde foram reunidos para discutirem ações estratégicas e capacitação de técnicos para atuarem em campo no combate à proliferação dos vírus transmissores das doenças e dos focos de reprodução do mosquito Aedes Aegypiti, agente transmissor.

Para dinamizar e otimizar as ações de combate ás doenças, a Secretaria da Saúde criou o Centro de Operações de Emergência em Saúde, onde concentra não só as informações sobre dengue, zika, chikungunya e microcefalia, mas também direciona as ações de combate e prevenção. Afora isso estão sendo desenvolvidas ações para aumentar para 20 o número de municípios em que serão testados o uso do mosquito Aedes Aegypiti criado em laboratório no combate ao agente transmissor e capacitando cada vez mais as cidades do interior para ações em campop e tratamento da população infectada.

No ano passado o Governo do Estado investiu R$ 14 milhões em ações de combate e prevenção à dengue, chikungunya e zika vírus, e mais recentemente com a microcefalia. Este ano foi solicitado ao Ministério da Saúde uma suplementação de verba da ordem de R$ 47 milhões para aumentar esse trabalho em nove linhas de ações específicas. “A nossa preocupação é que com o verão e a ocorrências de chuvas fortes, associada ao calor, mais larvas do mosquito transmissor possa se reproduzir, aumentando ainda mais os casos”, disse.

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